sábado, 6 de Junho de 2009

É BOM VIVER NA RIBEIRA

As aldeias da Ribeira Cimeira e Ribeira Fundeira não são apenas lugares fantásticos para se viver. Para além da sua magnífica localização, da paisagem envolvente, do seu microclima e em especial das gentes simpáticas, empreendedoras e que tão bem sabem receber, tem agora um novo desafio.
Ah, pois é!...
Tão importante como manter as tradições e os conhecimentos antigos que vão passando de pai e mãe para filho, no fundo a história das pessoas e do suor derramado na lavoura, no passado ajudado pelas juntas de bois que lavravam as terras e no cultivo de subsistência, tem agora também um novo desafio. Desafio que sei vai ser também um êxito.
Foi com grande satisfação que li num Jornal Regionalista Quinzenário do Concelho, que no final do mês passado o palco principal foi na bonita Vila de Góis, onde os nossos Governantes efectuaram o lançamento do Concurso para as Redes de Nova Geração na Zona Centro. Estas novas redes vão possibilitar a navegação na Web com velocidades de 50 a 100 Megabytes por segundo. Coisa inimaginável à poucos anos.
Depois de concretizados os trabalhos, e com este avanço tecnológico, ficaremos também na Ribeira com acesso rápido às verdadeiras auto-estradas do conhecimento, quero com isto dizer que já não precisamos de estar nos grandes centros urbanos para trabalhar em muitas das profissões que usam já estes meios de comunicação para execução das suas tarefas profissionais.
Eu próprio que preferi vir viver há poucos anos para uma pequena povoação do Oeste, fugindo do stress do grande centro urbano, onde posso conciliar o meu trabalho com um passeio diário nos pinhais do Rei ou a beira do mar, estou a ponderar o regresso às origens, dado que as minhas principais tarefas profissionais assim o permitem desde que tenha o tal acesso rápido.
Certamente como eu, mais pessoas haverá que vão querer ter a tranquilidade, o privilégio de respirar o ar puro, o cheiro às urzes e outras plantas e flores silvestres, a liberdade de um passeio, o caminhar a pé sem cheiro de canos de escape de automóveis, a neve e a geada, etc. Ou seja viver com qualidade de vida tendo o seu trabalho e ao mesmo tempo usufruir das coisas naturais que estas nossas Aldeias nos permitem usufruir.
Teremos certamente menos problemas de saúde e mais longevidade com qualidade de vida. Podemos afirmar que um sonho se pode tornar realidade, basta queremos e lutarmos por isso. Agora compete-nos conferir que as vias de comunicação chegam até nossas aldeias e com as capacidades referidas.
É por isso e muito mais que nunca me canso de dizer: “É bom viver na Ribeira” (Cimeira ou Fundeira)

terça-feira, 2 de Junho de 2009

NOTA DE IMPRENSA :: COMISSÃO DE MELHORAMENTOS

Passamos a transcrever na integra, o conteúdo que gentilmente nos foi cedido para publicação neste espaço:

COMISSÃO DE MELHORAMENTOS DE RIBEIRA CIMEIRA E FUNDEIRA

O fim-de-semana da Páscoa foi bastante movimentado na nossa Aldeia, não só por causa dos que vivendo longe cá vieram passar estes dias, como também pelos turistas que nos visitaram e bem assim pelas actividades levadas a cabo pela nossa Comissão. No dia 10, pelas 15h 30m teve inicio uma Assembleia-geral, por sinal bem participada e com a seguinte ordem de trabalhos:
Ponto 1 – Leitura e votação da Acta da Assembleia anterior.
Ponto 2 – Apresentação, discussão e votação do relatório e contas do ano de 2008 e parecer do Conselho Fiscal.
Ponto 3 – Eleição dos Corpos Directivos para o biénio 2009/2010
Ponto 4 – Análise de outros assuntos de interesse para a nossa Comissão.
Seguindo esta ordem:
No ponto 1, foi lida e aprovada por unanimidade a acta da Assembleia anterior.
No ponto 2, a Direcção apresentou o relatório de tudo o que fez no ano de 2008 e apresentou e explicou as contas da gestão do mesmo ano. De forma sucinta podemos informar que tivemos de receita 25.969,84 €, de despesas 20.571,74 € donde se conclui que o saldo da gerência de 2008 foi de 5.398,10 €, o que a juntar ao saldo transitado de 2007 no valor de 4.378,18 €, fez com fechássemos o ano com um saldo de 9.776,28 €.
Foi lido o parecer do Conselho Fiscal e tendo sido posto a votação, foi este ponto aprovado por unanimidade.
No ponto 3, só foi presente uma lista para os Corpos Directivos para o Biénio 2009/2010, a qual tendo sido posta a votação foi eleita por unanimidade e tem a seguinte composição:
Direcção:
Presidente - José Manuel Sequeira Cardoso Bandeira;
Vice-Presidente - Carlos Manuel Braz Fernandes;
Tesoureiro - Ana Isabel Braz Marques dos Santos;
Secretário - Manuel Marques dos Santos;
Vogal - Pedro Miguel dos Santos Francisco,
Vogal - Jorge Manuel Santos Luís,
Vogal - Clarisse Braz Francisco Marques;
Conselho Fiscal:
Presidente - Elvira do Rosário Costa Pereira,
Secretário - Paula Fátima Neves Almeida Santos,
Relator - Manuel Nunes Luís;
Assembleia-geral:
Presidente - Luís Manuel Rodrigues Braz Carneiro;
Vice-Presidente - José Manuel Braz Marques dos Santos;
Secretário - Ana Paula Brás Fernandes Bandeira;
Delegação em Lisboa:
Presidente - César Luís,
Vice-Presidente - Daniel Braz Simões
Secretário - Armando Manuel Francisco Braz.
No ponto 4, começou por ser discutida a solução da dívida que um associado tem para com a nossa Comissão, tendo a Direcção apresentado aos sócios a documentação que prova que a mesma cumpriu com o que a Assembleia geral decidiu em 2007, mas como não foi obtida qualquer resposta, foi este assunto dado como encerrado.
A Direcção informou quais as próximas obras que pretende levar a efeito, sendo que uma será a reconstrução da calçada da Ponte Velha, com as mesmas características que tinha antes de ter sido destruída, para este fim já temos garantido o financiamento.
Outra será a recuperação da Torre da Capela, voltando a colocar a mesma com pedra à vista. Para esta não temos disponibilidade financeira e por isso, está a decorrer um peditório onde cada um pode colaborar com o que puder.
Outra ainda, será a recuperação do chafariz antigo da Ribeira Fundeira. Por propostas de sócios presentes na Assembleia iremos também colocar uma protecção na Ponte da Lajeira e iremos também recuperar o “Munho” do Ribeiro, para este último já temos oferta por parte de um sócio, das traves e das telhas, esperamos no Verão com o trabalho de Voluntários, colocar o mesmo a funcionar.
Não havendo mais assuntos a tratar e não querendo mais ninguém intervir, foi encerrada esta Assembleia pelas 17 h 30 m.
No dia seguinte, teve lugar a “III Feira de Artesanato e Produtos da Terra” onde estiveram presentes catorze expositores, na sua grande maioria do Concelho de Góis, entre os quais pessoas residentes na nossa Aldeia que assim, também puderam vender os produtos que produzem.
Foi esta Feira uma iniciativa muito animada, como já vem sendo hábito, e durante todo o dia houve animação e muitos visitantes no local. À tarde actuou o “Grupo de Músicas e Cantares da Várzea”, que brindou todos os presentes com um espectáculo extraordinário a que o público não regateou aplausos, que diga-se em abono da verdade eram bem merecidos.
A todos que connosco colaboraram o nosso Muito Obrigado!
A Direcção.

Seguem-se as fotos que gentilmente nos foram enviadas para publicação:










segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Gelo Isola Ribeira Cimeira e Fundeira

Ribeira Cimeira e Fundeira, isoladas por causa do gelo.
No inicio de Dezembro de 2008, a Ribeira Cimeira, e Fundeira, aldeias do concelho de Góis, acolheu um forte nevão, tendo ficado isoladas por causa do gelo nas estradas.

Esta Noticias fez recordar o tempo em que frequentava a Escola Primária da Cerdeira, e algumas vezes era impedido de sair de casa pela neve. Lembro-me do frio que gelava as mãos...

Veja a reportagem da TV. Clique Aqui....>>

terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Desertificação e Despovoamento

Quer na aldeia da Ribeira Cimeira, quer na aldeia da Ribeira Fundeira, o problema da desertificação é actual, a par de muitas outras aqui bem, recordo o caso do Casal dos Moinhos, que desde que o Virgílio e a Lucinda do Moinhos - Os moleiros - foram viver para Azeitão, viver perto de um dos Filhos, é um exemplo de total desertificação, embora saibamos que os filhos querem reabilitar o lugar.
A Aldeia da Pena, a Cerdeira, a Póvoa e o Vale Torto não fogem a regra.
Mas temos o bom exemplo de alguns estrangeiros, agora nossos vizinhos, que se mudaram definitivamente para cá.
Se estas terras e estas Aldeias são boas para os estrangeiros que nos procuram e por cá ficam, porque não serão boas para nós?
Felizmente que se constata pela quantidade de sites e blogues existentes na internet que há uma generalizada atenção e movimento para o incremento da inversão da desertificação. Aliás pela leitura de alguns textos, percebemos e notamos com muita satisfação que no Concelho de Góis, há Aldeias com inversão no despovoamento.
Recordamos aqui uma notícia de um telejornal que mostra como vale a pena viver na nossa terra:
Ora vejam e oiçam com atenção:

Ribeira Cimeira e Ribeira Fundeira

Alojadas no sopé do Penedo, junto à Ribeira do Loureiro, que nasce nas serras entre as Localidades de Cerdeira e do Vale Torto e segue até às entre-ribeiras, onde se une com a Ribeira da Pena e então nasce o Rio Sótão, já bem próximo da Aldeia do Moinho - Casal dos Moinhos.

A Ribeira Cimeira e a Ribeira Fundeira enche-se das pessoas oriundas destas localidades, mas dispersas pelo estrangeiro e também por Lisboa. As suas festas realizam-se no Verão e no Natal.

Hoje tem uma "casa do povo ou casa de convivio" cuja existencia dependeu do contributo de muita gente. O Empenho do "ti Joaquim" e da "ti Maria" foram importantíssimos. Como sabemos, o ti Joaquim, já nos deixou há alguns anos e, nos deixa muitas saudades, porem os seus feitos jamais serão esquecidos.
Como também não esquecemos a "ti Maria" que sabemos se encontra bastante doente em casa do irmão, o Júlio, e da sua cunhada Generosa, que tem a casa na Ribeira Cimeira, mesmo junto à Igreja de Santa Rita.

O "ti Aires" e muitos outros habitantes nativos, mantém as actividades e a cultura desta terra com uma vida muito própria, de gentes simples, humildes, honestas e trabalhadoras.

Não podemos também esquecer os mais novos, lembro-me do Paulo; o Filipe; o Pedro, etc., que sempre estão disponíveis para o engrandecimento cultural.

E muito, mesmo muito há para falar, mas ficamos também à espera que nos escrevam, e partilhem connosco as suas fotos, nos falem das actividades, dos seus pensamentos, para aqui ser publicado.

Convidamos ainda todas as pessoas da Ribeira Cimeira ou Fundeira que pretendam e tenham algum tempo para se unirem a nós no contributo e na divulgação destas duas terras: Ribeira Cimeira e Ribeira Fundeira.

E-mail: ribeiracimeira@gmail.com